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O filme retrata as dificuldades encontradas por todos aqueles que resolvem se opor às regras estabelecidas. O exemplo vivido pela personagem Katharine Watson (Julia Roberts) em O Sorriso de Monalisa, pode ser comparado às dificuldades e preconceitos que todos os que partem para um confronto direto com o conservadorismo encontraram, encontram e encontrarão.
Bill Gates, por exemplo, foi ridicularizado em público ao declarar que suas intenções e objetivos estavam baseados, unicamente, na hipótese de que todos os seres do universo poderiam se interligar instantaneamente por meio do que chamou de big city
(grande cidade), ou, uma rede universal de computadores. Os conservadores que imaginavam serem estas, propostas extremamente ousadas e de impossível realização, são obrigados, hoje, a admitirem que estavam errados, enquanto nós, pessoas que vivenciamos as conquistas do Sr. Gates a cada dia, ridicularizamos os que o ridicularizaram. Mas e se fossemos nós os detentores de todo o conhecimento sobre informática em 1980, ano em que Gates pronunciou seus ideais cibernéticos, o que pensaríamos desse enunciado inovador? E se fossemos nós, diretores ou alunos da escola Wellesly na década de 50, e nos deparássemos com uma professora que não seguia as normas estabelecidas, agiríamos de que maneira? E hoje, diante das inovações implantadas na disciplina de Leitura, Prática e Produção de Textos
, em que o aluno está dispensado das tradicionais, conservadoras e antigas provas bimestrais, agimos como? Será que todos os colegas concordam com a inovação, ou apenas aceitam porque seguem um conservadorismo maior, o de que não se discute as regras ditadas pelo professor? Ou será que só concordam porque entendem que dessa forma a aprovação será obtida com maior facilidade?
O que não podemos é criticar atitudes de determinado período histórico, como o da emancipação feminina da década de 50, com os olhos voltados unicamente para os dias de hoje. Se o interesse da escola, retratada no filme, é o de preparar as alunas para um futuro “feliz” ao lado de seus maridos, devemos inicialmente pesquisar, com nossas mães ou avós, que vivenciaram esse período, para descobrirmos o que realmente seriam interpretadas as idéias que ousassem desafiar essa tradição pedagógica. Tirarmos conclusões precipitadas, baseadas unicamente no roteiro de um filme que, sequer, demonstrou-nos a repercussão dos atos da professora Watson na sociedade da época, mantenedora do colégio, não pode estar correto. Será que a escola não foi punida pela sociedade? Será que os pais, ao saberem das novidades “permissivas” de certa professora, continuaram a mandar suas filhas para lá, mesmo correndo o risco de verem-nas separando-se dos maridos? Ou será que a escola se tornou um sucesso nacional?
Imaginar que haja, hoje, mulheres dispostas a abandonarem suas carreiras para conduzirem unicamente os trabalhos domésticos e, assim, satisfazerem os desejos de seus maridos é quase impossível. Já, na década de 50, isso seria extremamente comum, pois nem a idéia de carreira profissional feminina existia. Contextos diferentes causam interpretações diferentes. Não podemos analisar criticamente um período, do qual pouco conhecemos, ou sequer contextualizamos corretamente, sem cometermos o pecado de darmos a luz a um texto desprezível.
Contudo, proponho que façamos um exercício de imaginação. Imaginemos que hoje se apresente a UFT um professor inovador, que exija que todos os homens se tornem gays, pois assim serão mais sensíveis e eficazes no aprendizado. Deverá a reitoria acatar a idéia inovadora do professor só porque ele estudou em São Francisco e, portanto, está mais bem informado sobre as conquistas gays? Ou deverá a reitoria obrigar o professor a abandonar sua idéia, pois poderá ser, inclusive, processado pelos pais machista e conservadores dos alunos?
Imaginamos também que, daqui a 50 anos, fique constatado que ele estava certo. Como seremos nós, alunos, professores e dirigentes da UFT, retratados no filme que farão sobre esse professor inovador? Será que os roteiristas se preocuparão em retratar nossa realidade adequadamente ou, como em O Sorriso de Monalisa
, centralizar-se-ão apenas nas dificuldades encontradas pelo referido e audaciosos mestre, diante de tantos conservadores e preconceituosos que existiam em Palmas em 2006?
Concluí-se então que o filme não fez justiça aos diretores da escola Wellesly e nem as alunas conservadoras. Usaram-se, covardemente, do artifício da hipótese comprovada. Sabem que a emancipação feminina hoje é aceita pela sociedade como conquista da humanidade e, então, enfocam os que se opuseram a essa hipótese como se todos fossem “bandidos” mal intencionados, que serviram unicamente para atrapalharem o serviço dos “mocinhos” inovadores e cheios de boas intenções. Mesmo assim, é um bom filme.
Existe um relativo consenso entre os educadores sobre qual é o principal problema dos alunos na escola: a falta de interesse. O tema motivação e aprendizagem tem sido objeto de investigação dos psicólogos educacionais nos últimos anos e o problema da falta de motivação dos estudantes representa um dos maiores desafios à eficácia do ensino.
No ambiente escolar, os estudantes podem buscar ou adotar uma variedade de metas, algumas compatíveis com a aprendizagem e desempenho e outras contrárias. Por exemplo, as metas sociais, fazer amigos, ser bem aceito ou popular; as metas de aprendizagem, obter conhecimentos, buscar níveis mais profundos de aprendizagem; as metas ego ou de performance, ser reconhecido como o melhor, o mais capaz ou, pelo menos, ocultar uma possível falta de capacidade.
Um importante aspecto a ser considerado relaciona-se com a estrutura de meta ou clima de sala de aula criado, sobretudo, em decorrência das diferentes ações do professor como por exemplo, as características das atividades solicitadas, as formas de avaliação, de reconhecimento dos interesses e necessidades dos estudantes, os critérios para formação de grupos, o uso do tempo e o modo como o professor compartilha a autoridade. Tais estruturas influenciam as metas adotadas pelos alunos em relação à escola, aos trabalhos escolares e, de modo geral, em relação a sua educação.

Ensino e Aprendizagem

Em relação ao ensino e a aprendizagem, pode-se dizer que a motivação é fundamental. Sem motivação não existe aprendizagem.
Estar disposto para aprender não significa, necessariamente, que irá ocorrer a aprendizagem significativa, e é fundamental para que isso ocorra, a presença da motivação no aprendiz.
Uma vez motivado, um aprendiz pode aprender, mesmo que com pouca eficiência, sem professor, sem livros, sem escola e sem quaisquer recursos que promovem a aprendizagem, no entanto, mesmo estando cercado de recursos, se não existir alguma motivação de quem aprende, a aprendizagem não acontece.
Motivar significa predispor-se com um comportamento desejado para determinado fim. Os motivos ativam o organismo na tentativa de satisfazer suas necessidades e dirigem o comportamento para um objetivo que suprirá uma ou mais necessidades.

Tipos de motivação

Segundo Novak, existem três tipos principais de motivação no processo de aprendizagem e estes, não são mutuamente exclusivas. Sendo:

1. Motivação por engrandecimento do ego- Ele acontece quando o estudante reconhece que, de um jeito ou de outro, está se saindo bem, isto é, está tendo progresso e demonstrando competência. Provavelmente esse tipo de motivação é o mais eficiente para a aprendizagem pois, é o modo através do qual o indivíduo engrandece sua imagem.
2. Motivação aversiva – Esse tipo de motivação se dá quando o aprendiz se mostra motivado apenas para evitar conseqüências desagradáveis, seja por punição ou por experiências que, de algum modo, desagradam o seu ego.
3. Motivação por impulso cognitivo - O terceiro tipo, citada por Novak é uma conseqüência da motivação por engrandecimento do ego. A necessidade de passar de um ano à outro, se livrar da disciplina para se graduar ou, de alguma forma, progredir ou evitar o fracasso, podem levar à aprendizagem apoiada nesse tipo de motivação considerada como impulso cognitivo.
Para o ensino e a aprendizagem, recomenda-se a preferência pela motivação por engrandecimento do ego, de modo que, as atividades propostas procurem enfatizar a necessidade do crescimento pessoal do estudante como um dos recursos prioritários para seu sucesso como cidadão crítico e integrado no meio em que atua.
Brasileiro é um povo honesto. Mentira.

Já foi; hoje é uma qualidade em baixa. Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.
90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.
Já foi. Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa, e não concordava com o crime. Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como aviãozinho do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3, mas não milhares de pessoas. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

O Brasil é um pais democrático. Mentira.

Num país democrático a vontade da maioria é Lei. A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente. Num país onde todos tem direitos, mas ninguém tem obrigações, não existem democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do politicamente correto veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que tem como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar. Democracia isso? Pense nisso!
O famoso jeitinho brasileiro. Na minha opinião um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um gato puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar. No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto… malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí? Afinal somos penta campeões do mundo né? Grande coisa… O Brasil é o país do futuro. Caramba, meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avós se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram… Brasil, o país do futuro!? Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.

Puxa, essa eu não vou nem comentar… O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.
Para finalizar tiro minha conclusão: O brasileiro merece!
Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão. Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!
Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?
Arnaldo Jabor.

O senso de Gratidão (Relatado em palestra do Rabino Issocher Frand)

No mês de agosto de 2001, Moshê (nome fictício), um bem sucedido empresário judeu, viajou para Israel a negócios. Na quinta feira, dia nove, entre uma reunião e outra, o empresário aproveitou para ir fazer um lanche rápido em uma pizzaria na esquina das ruas Yafo e Mêlech George, no centro de Jerusalém. O estabelecimento estava superlotado. Logo ao entrar na pizzaria, Moshê percebeu que teria que esperar muito tempo numa enorme fila, se realmente desejasse comer alguma coisa – mas ele não dispunha de tanto tempo. Indeciso e impaciente, pôs-se a ziguezaguear por perto do balcão de pedidos, esperando que alguma solução caísse do céu. Percebendo a angústia do estrangeiro, um israelense perguntou-lhe se ele aceitaria entrar na fila na sua frente. Mais do que agradecido, Moshê aceitou. Fez seu pedido, comeu rapidamente e saiu em direção à sua próxima reunião. Menos de dois minutos após ter saído, ele ouviu um estrondo aterrorizador. Assustado, perguntou a um rapaz que vinha pelo mesmo caminho que ele acabara de percorrer , o que acontecera.
O jovem disse que um homem-bomba acabara de detonar uma bomba na pizzaria Sbarro`s. Moshê ficou branco. Por apenas dois minutos ele escapara do atentado. Imediatamente lembrou do homem israelense que lhe oferecera o lugar na fila. Certamente ele ainda estava na pizzaria.
Aquele sujeito salvara a sua vida e agora poderia estar morto. Atemorizado, correu para o local do atentado para verificar se aquele homem necessitava de ajuda, mas encontrou uma situação caótica no local.
A Jihad Islâmica enchera a bomba do suicida com milhares de pregos para aumentar seu poder destrutivo. Além do terrorista, de vinte e três anos, outras dezoito pessoas morreram, sendo seis crianças. Cerca de outras noventa pessoas ficaram ferida, algumas em condições críticas.
As cadeiras do restaurante estavam espalhadas pela calçada. Pessoas gritavam e acotovelavam-se na rua, algumas em pânico, outras tentando ajudar de alguma forma. Entre feridos e mortos estendidos pelo chão, vítimas ensangüentadas eram socorridas por policiais e voluntários. Uma mulher com um bebê coberto de sangue implorava por ajuda. Um dispositivo adicional já estava sendo desmontado pelo exército.
Moshê procurou seu “salvador” entre as sirenes sem fim, mas não conseguiu encontrá-lo.
Ele decidiu que tentaria de todas as formas saber o que acontecera com o israelense que lhe salvara a vida. Moshê estava vivo por causa dele. Precisava saber o que acontecera, se ele precisava de alguma ajuda e, acima de tudo, agradecer-lhe por sua vida. O senso de gratidão fez com que esquecesse da importante reunião que o aguardava.Ele começou a percorrer os hospitais da região, para onde tinham sido levados os feridos no atentado.
Finalmente encontrou o israelense num leito de um dos hospitais. Ele estava ferido, mas não corria risco de vida. Moshê conversou com o filho daquele homem, que já estava acompanhando seu pai, e contou tudo o que acontecera.Disse que faria tudo que fosse preciso por ele. Que estava extremamente grato àquele homem e que lhe devia sua vida. Depois de alguns momentos Moshê se despediu do rapaz e deixou seu cartão com ele. Caso seu pai necessitasse de qualquer tipo de ajuda, o jovem não deveria hesitar em comunicá-lo. Quase um mês depois, Moshê recebeu um telefonema em seu escritório em Nova Iorque ,daquele rapaz, contando que seu pai precisava de uma operação de emergência em Boston, Massachussets.
Moshê não hesitou. Arrumou tudo para que a cirurgia fosse realizada dentro de poucos dias. Além disso, fez questão de ir ,pessoalmente ,receber e acompanhar seu amigo em Boston, que fica a uma hora de avião de Nova Iorque. Talvez outra pessoa não tivesse feito tantos esforços apenas pelo senso de gratidão. Outra pessoa poderia ter dito “Afinal, ele não teve intenção de salvar a minha vida: apenas me ofereceu um lugar na fila “
Mas não Moshê. Ele se sentia profundamente grato, mesmo um mês após o atentado. E ele sabia como retribuir um favor. Naquela manhã de terça-feira, Moshê foi pessoalmente acompanhar seu amigo e deixou de ir trabalhar. Sendo assim, pouco antes das nove horas da manhã, naquele dia onze de setembro de 2001.Moshê não estava no seu escritório no 101º andar do World Trade CenterTwinTowers
Ao entrar na escola, a criança, independentemente do domínio da palavra escrita, já é capaz de falar sobre suas experiências e o mundo que a rodeia. Essa expressão é a manifestação de uma leitura da realidade que ela já faz e continuará fazendo, dentro e fora da escola. Para propiciar o desenvolvimento dessa leitura , é preciso que a escola e a sala de aula se transforme num ambiente estimulador das mais variadas situações, o que irá permitir que as crianças manifestem a leitura que fazem do “real” que as cercam, ou seja, manifestem livremente a compreensão e o questionamento que fazem a partir dessa leitura. O trabalho conjunto com outras áreas do currículo como: Educação física, Educação artística, Estudos sociais, Ciências e Matemática. Propiciará o diálogo da criança com a realidade, contribuindo para que ela venha a utilizar diferentes modos de expressão, como participar de jogos dramáticos, a utilizar mímica, dança, música e desenho estarão desenvolvendo a manifestação dessa “leitura do real.” Devendo pois, ter continuidade ao longo de todas as séries procurando assim a escola introduzir a criança no mundo do escrito.
Atrás da leitura do escrito a criança pode reconhecer não só a leitura do real, que ela já faz, mas também estar aberta a outras visões de mundo, com as quais poderá dialogar, modificando, enriquecendo, questionando o texto do “outro” e/ou sua própria realidade. Devendo ocorrer essa iniciação da leitura do escrito através do contato da criança com pequenos textos de duas ou três frases encadeadas, em que as palavras são repetidas e as ilustrações ocupam um espaço maior equivalente ao do texto escrito. Dessa forma ela vai manipular com exatidão o “texto” adquirindo com o tempo maior velocidade no ato de decodificação dos signos lingüísticos, aumentando a sua possibilidade de interação com textos mais intensos.
Ler um “texto” implica não só aprender o seu significado, mas também trazer para esse texto a experiência e a visão de mundo como leitor. E a cada leitura que se faz essa interação dinâmica leitor/texto favorece a produção de um novo texto, dando ensejo à expressão de uma linguagem diferenciada. Ao conceber o ato de ler como um processo dinâmico, naturalmente se está priorizando a formação de um leitor crítico e criativo. É evidente que a formação desse leitor não depende exclusivamente da escola, mas cabe a ela uma parcela da responsabilidade nesse trabalho. Na prática, o que se observa é que a escola não vem desenvolvendo as atividades de leitura dentro dessa perspectiva ampla. Sendo função básica da escola ensinar a ler e a escrever. Ela vem privilegiando a leitura do escrito em detrimento da “leitura do mundo” que a criança já faz e traz para a escola, enfatizando somente o trabalho de levar a criança a adquirir os mecanismos básicos de grafia que lhe permitem o acesso ao mundo do escrito.
Convém destacar, neste momento, a forma como vem sendo trabalhada a alfabetização atualmente, tendo como ponto de referência os Parâmetros Curriculares Nacionais e a Lei de Diretrizes e Bases, bem como o referencial teórico que norteia o planejamento dos professores de 1ª série de uma escola da rede particular de ensino da cidade de Curitiba.
De acordo com a Lei 9394/96, artigo 32: o ensino fundamental terá por objetivo a formação básica do cidadão partindo-se do desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, escrita e do cálculo. Neste mesmo artigo, comenta-se sobre a questão da compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade.
Neste ponto, a Lei parece ressaltar a questão da aquisição da leitura e escrita como de fundamental importância na atualidade, porém não fica bem clara a relação entre a busca da compreensão do mundo que cerca o aprendiz, a partir das habilidades e capacidades alcançadas a partir da alfabetização, parecendo que se tratam de condições isoladas, quando na verdade, constituem um complemento uma da outra.
De acordo com os PCNs, o material de leitura tem muita relevância no trabalho de formação de bons leitores, uma vez que as crianças aprendem a gostar de ler quando, de alguma forma, a qualidade de suas vidas melhora com a leitura. Fica clara, portanto, a preocupação com a questão do letramento, da utilidade dos conhecimentos aprendidos sobre a alfabetização no dia-a-dia do aluno, ou seja, a aplicabilidade da leitura e escrita em sua função social.
Para que o aluno alcance o objetivo de interpretar e produzir textos, a unidade básica de ensino da leitura e escrita não deve ser nem a letra, nem a palavra e nem a frase descontextualizada. Os PCNs propõem o trabalho com a alfabetização a partir de textos, incluindo-se todas as tipologias textuais. Desta forma, a palavra PARE escrita no asfalto pode originar uma série de discussões e análises, as quais diferem drasticamente da simplista construção de uma lista de palavras iniciadas com P, totalmente fora de contexto.
Finalmente, destaca-se nos Parâmetros que para ler e escrever é preciso pensar sobre a escrita, pensar sobre o que a escrita representa e como ela representa graficamente a linguagem. A partir desta reflexão, a criança conseguirá vivenciar a questão da alfabetização e perceber o processo de forma natural e completa.
Relacionando os aspectos acima destacados com o referencial teórico e a prática em turma de 1ª série de uma escola de Curitiba - PR, percebe-se que muito se tem tentado inovar e modificar no ensino da leitura e escrita. A questão do trabalho gerado a partir de textos já parece ter se tornado unanimidade por parte dos educadores. A questão que parece ainda gerar polêmica é: de que maneira conduzir o trabalho com textos?
O referencial teórico que permeia a prática na já referida escola tem como eixo central a proposta feita pela autora Miriam Lemle2 (2001). Esta autora faz toda uma observação inicial acerca das capacidades necessárias ao educando para se alfabetizar, tais como a questão da percepção, da idéia do que seja um símbolo, da discriminação das formas das letras, bem como da organização e estruturação do texto escrito.
Porém, a questão central de seu trabalho, consiste em relacionar as hipóteses que as crianças vão construindo no decorrer do processo de alfabetização e da importância da superação de cada uma destas etapas para o avanço em um estágio mais avançado.
Os behavioristas afirmam que o conflito entre os objetivos que as organizações que individualmente cada participante pretende alcançar, nem sempre se deram muito bem já que segundo eles os autores behavioristas têm feito distinções entre problema, dilema, e conflito. Onde um problema envolve uma dificuldade que pode ser solucionada dentro de um quadro de referência formulado pela organização, pelos precedentes utilizados, pela solução ou pela aplicação de diretrizes existentes entre outros pontos fundamentais. Segundo Chiavenato (1997) existe o conflito quando um indivíduo o grupo se defronta com um problema de decisão entre duas alternativas incompatíveis entre si ou adota uma e se contrapõe outra ou vice-versa.
Dessa forma compreende-se que a estrutura, a liderança diretiva e os regulamentos e controles administrativos existentes nas organizações são inadequadas para os indivíduos maduros, pelo qual, pode existir um conflito entre indivíduo e organização. Os princípios de organização formal fazem exigências aos indivíduos qual as compõe. Maslow (1954) ressalta que algumas dessas exigências são incongruentes com as necessidades dos indivíduos, daí surgindo a frustração, o conflito, o malogro e a curta perspectiva temporal como resultantes previstos dessas incongruências. Embora segundo o autor seja perfeitamente possível a integração das necessidades individuais de auto-expresão com os requisitos de produção de uma organização; as organizações que apresentam um alto grau de integração entre objetivos individuais e organizacionais são mais produtivos do que as outras e dessa forma ao invés de reprimir o desenvolvimento e o potencial do indivíduo, as organizações podem contribuir para sua melhoria.
A responsabilidade pela integração de objetivos organizacionais e pessoais recai sobre a alta administração. A interdependência entre as necessidades do indivíduo e da organização é imensa, seus objetivos estão unidos, em ambas as partes devem contribuir mutuamente para o balance de seus respectivos objetivos.
Barnard (1971) afirma que o indivíduo deve ser eficaz e ser eficiente ressaltando ainda que os conflitos entre os objetivos organizacionais e objetivos das pessoas são inevitáveis. As pessoas se juntam e formam organizações para através destas alcançarem seus objetivos individuais, os quais não seriam possíveis de ser alcançados sozinhos. Contudo, a relação organização versus pessoa, além de dinâmico é complexo. Sendo possível entender que os objetivos individuais são variáveis de acordo com a percepção de cada pessoa. Já os objetivos organizacionais resultam da vontade grupal da qual o indivíduo faz parte, independente de sua expectativa motivacional. A tendência de uma organização bem sucedida é crescer. Porém, a medida que crescem as organizações precisam de mais indivíduos para comporem a unidade produtiva.
E sendo assim os novos indivíduos vão perseguir objetivos individuais diferentes daqueles que formaram a organização originalmente. Esse fato faz com que os objetivos organizacionais se distanciem gradativamente dos objetivos individuais dos novos componentes, causando os conflitos organizacionais. Nessa perspectiva, nem sempre o relacionamento entre as pessoas e a organização é satisfatório e cooperativo, podendo descambar para a tensão e o conflito.
Segundo Chiavenato (2002) os conflitos organizacionais ocorrem quando, por exemplo: a redução de custos esbarra na expectativa de melhores salários; o aumento da lucratividade conflita com maiores benefícios social; a produtividade na conta com o esforço necessário dos operários; a coordenação perde a autonomia; a autoridade não é consentida; o que é bom para um nem sempre é bom para o outro, etc. Contudo Chiavenato (2002) enfatiza que é necessário um vigoroso processo de integração de objetivos, visando evitar a desmotivação e a conseqüente queda da produtividade que poderá levar a organização a um processo entrópico e, por fim, à morte e que a parcela maior de responsabilidade pela integração entre os objetivos organizacionais e os objetivos individuais recai sobre a organização.
Nesse sentido cabe então a organização estabelecer os meios, as políticas, os critérios e o mais necessário para proporcionar aos indivíduos o conhecimento pleno de suas possibilidades dentro da organização, cabendo-lhe a decisão final de fazer parte ou não da mesma. O que permite ressaltar a interação psicológica como basicamente um processo de reciprocidade. Onde a organização espera que o indivíduo colabore com a produção e o indivíduo espera que a organização se comporte justamente, seja através de remuneração adequada, seja através de um confortante clima organizacional proporcionado.
O provável é que as necessidades organizacionais e individuais são interdependentes. Um precisa do outro para alcançar seus objetivos, onde ambas as partes devem contribuir mutuamente para o alcance dos respectivos objetivos.
RELACIONANDO A TEMÁTICA DO FILME COM O AVANÇO TECNOLÓGICO COMO INFLUÊNCIA NA EDUCAÇÃO.

O filme conta a história de Jack Conrad (Steve Austin), um prisioneiro no corredor da morte em uma prisão corrupta da América Central, que assim como outros nove prisioneiros de países distintos, que também estão no corredor da morte, são comprados por um produtor de TV, que decide realizar um reality show ilegal em uma ilha deserta, onde todos os “participantes” terão que lutar até a morte, sendo que o último sobrevivente será o grande vencedor. O programa será exibido ao vivo via internet durante as suas 30 horas para todo o mundo. Para os presos, a realidade que eles tinham eram a de presos condenados à morte. E com o convite de participar do programa, eles automaticamente têm sua realidade mudada. Isto porque o produtor de TV, para ter a sua idéia virtual transformada em realidade, necessita que os antigos presos se enfrentem em uma luta onde quase todos os participantes morrerão.
Assim como a realidade dos condenados e do produtor se altera, a realidade do cyberespectador em casa também muda. Para ele que acessa de sua casa o conteúdo do programa, este pode ser considerado virtual, pois ele tem a sensação de não participação no processo que está ocorrendo. A forma como as seleções são criadas no espaço da internet também é alterado.
O produtor busca atores de diversos países, para que cada continente pudesse ter para quem torcer, altera o perfil real de cada participante, isto para dar uma maior caracterização com o que se quer apresentar no programa. O programa se inicia com o produtor querendo chegar à marca de 40 milhões de acessos únicos no site, os participantes lutando pela liberdade e os cyberespectadores desejando simples e pura diversão. Só que o produtor se esquece de um conceito simples e básico: Tudo o que é sólido se desmancha no ar. Durante o filme todas as relações de realidade e virtualidade se alteram até que os conceitos e os participantes se vêem em uma situação onde que o que é real e o que é virtual se alteram completamente.
O filme “Os Condenados” tem como idéia central, enfatizar a tecnologia como atribuições favoráveis e desfavoráveis a sociedade. Durante a exibição do filme, é perceptível por parte do produtor do reality show, que a luta travada entre os prisioneiros, não se trata somente de diversão virtual, pois ele, por ser dono da tecnologia e ter domínio, tem a liberdade de interferir no destino do programa da forma que desejar. O que permite refletir quanto ao poderio tecnológico, que pode influenciar o comportamento das pessoas e principalmente a educação, já que ao mesmo tempo em que ela pode ser educativa e levar conhecimentos a várias pessoas pode também influenciar de forma não condizente com o esperado.
Ressalta-se assim que a tecnologia é um elemento facilitador da aprendizagem, por oferecer uma amplitude de recursos com exigência de amigabilidade, desempenho, integridade e segurança. Mas como visto anteriormente pode trazer contribuições negativas em mãos erradas. Um exemplo a ser demonstrado quanto às contribuições da tecnologia está a Internet, que pode propiciar facilidades na preparação do material a ser utilizado pelo professor, ampliando as formas de pesquisa, de lecionar, modificando o processo de avaliação e de comunicação com o aluno e entre colegas enriquecendo sensivelmente o processo de ensino-aprendizagem.
Dessa forma, percebe-se que o filme, faz uma excelente crítica às relações entre o que é real e virtual e seus malefícios, sem perder o ar de grande produção cinematográfica. E isso é mostrado de uma forma sensacional no longa.